Orientandos:
ADONILDO DINIZ SILVA
ANDERSON PEREIRA MARQUES
EDIGAR DO NASCIMENTO COSTA
GUILHERME COSTA DA SILVA
LUCAS SILVA SANTOS
Orientador: José Raimundo Alves
A
catástrofe no Japão está gerando uma discussão mundial a respeito da segurança
da energia nuclear. O Brasil não se exime desta preocupação. Na semana passada,
o Senado realizou audiência pública conjunta em três comissões para discutir o
programa nuclear.
A
catástrofe no Japão está gerando uma discussão mundial a respeito da segurança
da energia nuclear. O Brasil não se exime desta preocupação. Na semana passada,
o Senado realizou audiência pública conjunta em três comissões para discutir o
programa nuclear brasileiro com o diretor da Companhia Nacional de Energia
Nuclear, Laércio Vinhas.
Nosso
país tem um plano nacional que prevê a construção de mais quatro usinas
nucleares até 2030. Mas, diante da tragédia no Japão – um país altamente
desenvolvido tecnologicamente -, fica a dúvida se teremos preparo para superar
um eventual acidente nas usinas de Angra dos Reis. Também questiono a real
necessidade de expandir o programa nuclear brasileiro.
O
fato é que a opção nuclear como forma de gerar energia em grande escala começa
a ser descartada por vários países, como a China, a Alemanha e a França.
Acredito
que toda grande crise gera, na sua esteira, um manancial de grandes
oportunidades. Uma delas é a ampliação das pesquisas de geração de energia
alternativa, como a eólica, solar, e a ampliação do uso do etanol e dos
biocombustíveis.
Sabemos
que esse é um processo demorado. Mas cada vez mais os grandes acidentes com
plataformas de petróleo e usinas nucleares mostram que temos que encontrar
outros caminhos, e que as fontes poluidoras de energia devem ser substituídas
gradativamente.
Neste
aspecto, concordo com a política energética brasileira, que optou pela
ampliação de sua matriz hidrelétrica, responsável por mais de 85% da energia
que consumimos. Sei que há muitos questionamentos ambientais em torno da
geração hidrelétrica, mas temos que refletir seriamente em torno das opções
comparativas que existem no mundo.
Discordo
é com o descaso para com os direitos trabalhistas em defesa de um processo de
desenvolvimento econômico a qualquer preço. Temos visto conflitos entre
empregados e empreiteiras nos canteiros de obras das usinas hidrelétricas de
Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, divulgadas pelo Governo como as principais
obras do PAC.
A
violência dos conflitos criou uma séria instabilidade na região. As empresas
responsáveis estão tratando da questão de maneira imprópria sob a luz da
legislação trabalhista. Os sindicatos envolvidos nos conflitos não se entendem.
O Governo, estranhamente, não se manifestou oficialmente sobre este quadro de
extrema degradação das relações de trabalho que ocorre numa obra de sua
responsabilidade.
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