quinta-feira, 22 de maio de 2014

A produção de Energia

Orientandos:
LARISSA STHELA CARDOZO FONSECA
MATHEUS DOS SANTOS RAMOS
ROMEU VALE DA PAZ
SUZANE CORDEIRO RIBEIRO
GLEYCIELEN PEREIRA MELO
                                                                     
                                                                             Professor: José Raimundo Alves

        O início do século xx presenciou igualmente o desenvolvimento no uso de energia elétrica. A invenção dos motores elétricos, transformando em energia elétrica e mecânica, tornou possível a construção tanto dos motores potentes para as grandes indústrias emergentes, como de pequenos motores contidos nos aparelhos eletrodomésticos.
        A eletricidade pode ser obtida de várias maneiras: nas usinas termoelétricas, usando­-se combustíveis fósseis (não renováveis); nas usinas nucleares, que utilizam como matéria-prima minerais radiativos; e nas usinas hidroelétricas, aproveitando-se um recurso abundante e renovável d natureza­_ a energia das quedas-d´água e das marés.
        Tecnicamente, no processo de produção de energia hidroelétrica, a construção da usina geradora tem de ser implantada junto ao recurso natural _ rios e litorais. Ao contrário de outras formas de obtenção da energia elétrica, onde e necessário o transporte da fonte energética (combustíveis, minerais radiativos), na hidroelétrica não há esse tipo de gasto, havendo somente a necessidade de investimentos para a implantação da usina e a transmissão de energia.
         Atualmente, a superação de obstáculos técnicos e econômicos que envolviam a retransmissão da energia elétrica por cabos a longas distância tem tornado mais viável a produção de energia hidroelétrica distante dos grandes centros consumidores de energia.
        Hoje o primeiro mundo já atingiu um alto nível de urbanização, enquanto o terceiro mundo caminha para isso. Quando o conceito de urbanização significa não só o simples fato de morar na cidade, mais também a aquisição de novos hábitos, estimulando as indústrias de bens de consumo duráveis, transportes, eletrodomésticos, etc­. A preocupação com a questão energética torna-se legítima e permanente.

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Bibliografia
Tirado do livro: A produção de energia
Autores: Francisco C. Scarlato e Joel A.Pontin.
                                                                            


terça-feira, 13 de maio de 2014

A ORIGEM E A CRISE DO CAFÉ

Orientandos:
PABLO HENRIQUE MATOS COSTA
VALDENILDE DANIELLA PALES SOUSA
KARINA CASTRO DE OLIVEIRA
DANIEL DOS SANTOS PERIS DA SILVA
LETICIA CANTANHEDE

     Orientador:
José Raimundo Alves
          
            No início do século XX, os Estados Unidos vivia o seu período de prosperidade e de pleno desenvolvimento, até que a partir de 1925, apesar de toda euforia, a economia norte-americana começou a passar por sérias dificuldades.
           Podemos identificar dois motivos que levaram a crise: grande aumento da produção não acompanhou o aumento dos salários. Além da mecanização (manipulação das máquinas) ter gerado muito desemprego.
         A recuperação dos países europeus, logo após a Primeira Guerra Mundial. Esses eram os maiores compradores dos Estados Unidos, porém reduziu isso drasticamente devida a recuperação de suas economias.
          Diante da contínua produção, gerada pela ansiedade norte-americana, e a falta de consumidores, houve uma crise de superprodução. Os agricultores, para armazenar os produtos, pegavam empréstimos e logo após, perdiam suas terras. As indústrias foram forçadas a diminuir sua produção e demitir trabalhadores, agravando a crise. E isso também aconteceu com o café, perde os compradores e assim ocorreu sua superprodução.

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Bibliografia: Wikipédia


EMIGRAÇÃO E IMIGRAÇÃO NO BRASIL


 ORIENTANDOS:
TALLIS VINICIUS DE JESUS DA SILVA
RAMON VALE DA PAZ
REGINALDO AGUIAR SILVA
IVANILSON DOS SANTOS PAIXAO

ORIENTADOR:
JOSÉ RAIMUNDO ALVES

 A imigração no Brasil teve início em 1530 com a chegada dos colonos portugueses, que vieram para cá com o objetivo de dar início ao plantio de cana-de-açúcar. Durante todo período colonial e monárquico, a imigração portuguesa foi a mais expressiva.
 Nas primeiras décadas do século XIX, imigrantes de outros países, principalmente europeus, vieram para o Brasil em busca de melhores oportunidades de trabalho. Compravam terras e começam a plantar para sobreviver e também vender em pequenas quantidades. Aqueles que tinham profissões (artesãos, sapateiros, alfaiates, etc.) na terra natal abriam pequenos negócios por aqui.
 No começo da década de 1820, muitos imigrantes suíços se estabeleceram na cidade de Nova Friburgo (estado do Rio de Janeiro). Neste mesmo período os alemães começaram a chegar à Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Estes imigrantes passaram a trabalhar em atividades ligadas à agricultura e pecuária.
 Já os italianos, que vieram em grande quantidade para o Brasil, foram para a cidade de São Paulo trabalhar no comércio ou na indústria. Outro caminho tomado por eles foi o interior do estado de São Paulo, para trabalharem na lavoura de café que estava começando a ganhar fôlego em meados do século XIX.
 Já os japoneses começaram a chegar ao Brasil em 1908. Grande parte destes imigrantes foi trabalhar na lavoura de café do interior paulista, assim como os italianos.
Por que estes imigrantes vieram para o Brasil?
No século XIX, o Brasil era visto na Europa e na Ásia (principalmente Japão) como um país de muitas oportunidades. Pessoas que passavam por dificuldades econômicas enxergaram uma ótima chance de prosperarem no Brasil.
Após a abolição da escravatura no Brasil (1888), muitos fazendeiros não quiseram empregar e pagar salários aos ex – escravos, preferindo assim o imigrante europeu como mão-de-obra.
Muitos imigrantes também vieram para cá, fugindo do perigo provocado pelas duas grandes guerras mundiais que atingiram o continente europeu.

EMIGRAÇÃO NO BRASIL

A emigração é o ato e o fenômeno espontâneo de deixar o seu local de residência para se estabelecer numa outra região ou nação. Trata-se do mesmo fenômeno da imigração, mas visto da perspectiva do lugar de origem. A emigração é a saída de nosso País. Convenciona-se chamar os movimentos humanos anteriores ao advento dos Estados nacionais e, consequentemente, do surgimento das fronteiras de migração. O termo migração também é usualmente usado para designar os fluxos de população dentro de um mesmo país.
As razões que levam uma pessoa ou grupo a emigrar são muitas, como as condições políticas desfavoráveis, a precária situação econômica, perseguições religiosas ou guerra. Há outras razões de cunho individual, como a mudança para o País do cônjuge estrangeira após o casamento ou ir para um país de clima mais ameno após a aposentadoria.
As emigrações tiveram um profundo impacto no mundo dos séculos XIX e XX, quando milhões de famílias deixaram a Europa e o Oriente Médio para procurar uma nova vida em países como os Estados Unidos da América, o Canadá, o Brasil, a Argentina ou a Austrália.
Apesar de por vezes algumas definições serem permeáveis, a emigração e a imigração não devem ser confundidas com fenômenos de migração involuntária, com expatriações forçadas e limpezas étnicas.

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REFERÊNCIA



As Cidades Econômicas Globais

Orientandos:
JULIANA DO ROZARIO MAIA
CARLOS CESAR SILVA SEABRA JUNIOR
JOSE RAIMUNDO PEREIRA SANTOS
ANA KAROLINE SILVA DE OLIVEIRA

Orientador:
Jose Raimundo Alves

O que são as Cidades Econômicas Globais? Conhecidas também como metrópoles mundiais, as cidades Globais são aquelas que possuem influência em nível mundial. Por isso, as cidades globais possuem influência nos centros urbanos do próprio país e também em regiões de outros países do mesmo continente.
A importância das cidades Globais é que elas possuem grande importância para a economia mundial. Por isso, recebem estudantes, trabalhadores qualificados e pesquisadores do mundo todo. Além de riqueza elas geram, quantidade significativa de conhecimento científico de qualidade. Também é importante cita que nos centros culturais, recendo grande quantidade de turista anualmente em função da vida cultural dinâmica. É importante o processo de globalização econômica e cultural, que vem ocorrendo no mundo nas últimas décadas.
As principais características das Cidades Econômicas Globais são:
- elevadas concentração populacionais.
- economia forte, dinâmica e diversificada.
- forte urbanização.
- mercado de trabalho intenso, dinâmico e diversificado.
- elevada diversidade de serviços como: administrativo, educacionais, financeiros, científicos e tecnológicos.
- existência de diversificadas opções culturais como: museus, galerias de arte e centro culturais.
- existência de instituição de ensino e centro de pesquisa de alta qualidade.
- setor de telecomunicação com elevado nível de desenvolvimento tecnológico.
- bolsa de valores com importância no mercado financeiro internacional.
- sistema de transporte complexo e diversificado, como: rodoviárias, metro, avenidas, aeroportos internacionais etc.
Algumas Cidades Econômicas Globais são:
·         Tóquio (Japão)
·         Londres (Reino Unido)
·         Paris (França)
·         Chicago (Estados Unidos)
·         Los Angeles (Estados Unidos)
·         Milão (Itália)
·         Cidade de Cingapura (Cingapura)
·         Hong Kong (China)
·         São Paulo (Brasil)
·         Cidade de México (México)
·         Pequim (China)
·         Madri (Espanha)
Uma curiosidade a maioria das cidades globais se concentram nos Estados Unidos, Japão e União Europeia.
As Cidades Econômicas Globais são também conhecidas como: cidades mundiais e centro mundial são cidades consideradas um lugar importante no sistema econômico global. O conceito vem de urbanos e da geografia e se assenta na ideia de que a globalização criou, facilitou e promulgou locais geográficos estratégicos de acordo com uma hierarquia de importância para o funcionamento do sistema global de finança e comércio.
A classificação de cidade global e vista como benefício e, por isso, muitos grupos têm tentado classificar quais as cidades de que podem ser vista como “cidades mundiais”. Embora haja um consenso sobre quais são as cidades de líderes do mundo.

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Referência


sexta-feira, 9 de maio de 2014

FORMAÇÃO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Orientandos:

DUCILENE CONCEIÇÃO SILVA
JAQUELINE DOS SANTOS  SOUZA
JHONATHA GOUVEIA RIBEIRO DA SILVA
LEANDRA DE OLIVEIRA ANDRADE
PAULO FERNANDO DOS SANTOS DOS SANTOS

Orientador: José Raimundo Alves

A população brasileira formou-se a partir de três grupos étnicos básicos: o indígena, o branco e o negro. A intensa miscigenação (cruzamentos) ocorrida entre esses grupos deu origem aos numerosos mestiços ou pardos, cujos tipos fundamentais são os seguintes: mulato (branco + negro), o mais numeroso; caboclo ou mameluco (branco + índio) e cafuzo (negro + índio), o menos numeroso.

A população brasileira é, assim, caracterizada por grande diversidade étnica e intensa miscigenação.

A elevada miscigenação ocorrida no período colonial, principalmente entre brancos (portugueses) e negros (africanos), explica o rápido crescimento do contingente de mulatos em relação ao contingente de negros.

Em 1800, os negros eram 47% da população, contra 30% de mulatos e 23% de brancos. Fatores como, por exemplo, a proibição do tráfico de escravos (1850), a elevada mortalidade da população negra, o forte estímulo à imigração europeia (expansão cafeeira), além da intensa miscigenação entre brancos e negros, alteraram profundamente a composição étnica da população brasileira. Em 1880, os negros estavam reduzidos a 20% da população, contra 42% de mulatos e 38% de brancos. Daí em diante, ocorreu à diminuição constante da população negra e aumento progressivo da população branca (intensificação da imigração europeia, após a Abolição da Escravidão). Em 1991, os negros eram apenas 4,8% da população total, contra 55,2% de brancos e 39,2% de mestiços.

Excluídos do processo de desenvolvimento econômico e social do país, os negros formam atualmente, ao lado de grande parte de outras camadas não brancas (mulatos, índios etc.) um enorme contingente de brasileiros marginalizados.

Os dados estatísticos fornecidos pelo recenseamento gerais são relativamente precários e, até mesmo, omissos. No censo demográfico de 1970, por exemplo, no auge de regime militar, não há nada relativo aos negros e aos índios. Por quê? Manobra estratégica do governo para impedir a conscientização ou atuação de grupos étnicos minoritários?

Os números oficiais, principalmente os que se referem a brancos e negros, são passíveis de questionamento.
·         O primeiro recenseamento oficial no Brasil só foi realizado em 1872, ou seja, 372 anos após a chegada dos portugueses e cinquenta anos após a Independência do país.
·         Há muita controvérsia com relação ao número de negros que entraram no Brasil, o mesmo ocorrendo com relação à população indígena que habitava o país na época da chegada dos colonizadores.
·         A ideologia do branqueamento, imposta pelo europeu, apregoando a superioridade do branco ("quanto mais branco, melhor") fez com que muitos indivíduos de ascendência negra passassem por brancos nos recenseamentos, a fim de obter maior aceitação social.
·         Fatos como esse permitem supor que os números mostrados são exagerados para mais, em relação aos brancos, e para menos, em relação aos negros.
·         A ideologia do branqueamento nada mais é que um modelo discriminatório, de natureza racista, criado pelas elites dominantes para marginalizar os negros, impedindo-os de obter ascensão social, econômica e cultural. O branqueamento teve importância decisiva no processo de descaracterização (enquanto raça) e no esvaziamento da consciência étnica dos negros.
·         O mulato, produto da miscigenação entre brancos e negros, constitui importante exemplo do poder de influência da ideologia do branqueamento. Por mais "claro" e mais bem-aceito socialmente que o negro, o mulato passou a se considerar superior ao negro, assimilando, com isso, a ideologia do branqueamento.

As cores do brasileiro

A identidade e a consciência étnicas são penosamente escamoteadas pelos brasileiros. Ao se autoanalisarem, procuram sempre elementos de identificação com os símbolos étnicos da camada branca dominante.

No censo de 1980, por exemplo, os não brancos brasileiros, ao serem inquiridos pelos pesquisadores do IBGE sobre a sua cor, responderam que ela era acastanhada, agalegada, alva, alva escura, alvarenta, alva rosada, alvinha, amarela, amarelada, amarela queimada, amarelosa, amorenada, avermelhada, azul, azul marinho, baiano, bem branca, bem clara, bem morena, branca, branca avermelhada, branca melada, branca morena, branca pálida, branca queimada, branca sardenta, branca suja, branquiça, branquinha, loura, melada, mestiça, miscigenação, mista, morena, morena bem chegada, morena bronzeada, morena canelada, morena castanha, morena clara, morena cor de canela, morenada, morena escura, morena fechada, morenão, morena prata, morena roxa, morena ruiva, morena trigueira, moreninha, mulata, mulatinha, negra, negrota, pálida, paraíba, parda, parda clara, polaca, pouco clara, pouco morena, preta, pretinha, puxa para branca, quase negra, queimada, queimada de praia, queimada de sol, regular, retinha, rosa, rosada, rosa queimada, roxa, ruiva, russo, sapecada, sarará, saraúba, tostada, trigo, trigueira, turva, verde, vermelha, além de outros que não declararam a cor. O total de 136 cores bem demonstra como o brasileiro foge da sua verdade étnica, procurando, através de simbolismos de fuga, situar-se o mais possível próximo do modelo tido como superior.

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Referência


                                                                                                        

terça-feira, 6 de maio de 2014

POPULAÇÃO DO MUNDO

                ORIENTANDOS:
Alcymara Cristiny Ferreira da Silva
Emilly Jhene Pimentel Pavão
Karina Rayane Melo da Silva
Kelly Lauane Pessoa Ribeiro
Nilciane da Silva Araujo

ORIENTADOR: José Raimundo Alves

     A população do planeta Terra atingiu 7,2 bilhões de pessoas, informa a Organização das Nações Unidas (ONU) no estudo "Perspectivas de População Mundial", divulgado hoje. E, de acordo com as projeções de crescimento demográfico apresentadas pela entidade, a população mundial deve chegar a 8,1 bilhões de pessoas em 2025 e 9,6 bilhões em 2050.
          O documento prevê que a população da Índia ultrapassará a da China em algum momento de 2028, quando os dois países terão população aproximada de 1,45 bilhão.
          O estudo nota que houve uma queda rápida das taxas globais de fertilidade, mas não em velocidade suficiente para evitar um salto significativo da população mundial nas próximas décadas, principalmente em países emergentes.
          A oxfam também fez uma pesquisa em seis países (Brasil, Espanha, Índia, África do Sul, Grã-Bretanha e Estados Unidos) e mostrou que a maioria dos entrevistados acredita que as leis são distorcidas para favorecer os ricos.
          O oxfam pede que os participantes do fórum se comprometam a não sonegar impostos em seus países ou em países onde têm investimento, não usar a riqueza econômica para conseguir favores políticos que prejudiquem a democracia, apoiar os impostos progressivos sobre patrimônio e renda, enfrentar o sigilo financeiro e sonegação de impostos entre outras recomendações.
          Além disso, a ONG também recomenda o estabelecimento de uma meta global para acabar com a desigualdade econômica extrema em todos os países, uma regulamentação maior dos mercados para promover crescimento sustentável e igualitário e a diminuição dos poderes dos riscos de influenciar os processos políticos.

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Energia Moderna

Orientandos:

ADONILDO DINIZ SILVA
ANDERSON PEREIRA MARQUES
EDIGAR DO NASCIMENTO COSTA
GUILHERME COSTA DA SILVA
LUCAS SILVA SANTOS

Orientador: José Raimundo Alves

A catástrofe no Japão está gerando uma discussão mundial a respeito da segurança da energia nuclear. O Brasil não se exime desta preocupação. Na semana passada, o Senado realizou audiência pública conjunta em três comissões para discutir o programa nuclear.
A catástrofe no Japão está gerando uma discussão mundial a respeito da segurança da energia nuclear. O Brasil não se exime desta preocupação. Na semana passada, o Senado realizou audiência pública conjunta em três comissões para discutir o programa nuclear brasileiro com o diretor da Companhia Nacional de Energia Nuclear, Laércio Vinhas.
Nosso país tem um plano nacional que prevê a construção de mais quatro usinas nucleares até 2030. Mas, diante da tragédia no Japão – um país altamente desenvolvido tecnologicamente -, fica a dúvida se teremos preparo para superar um eventual acidente nas usinas de Angra dos Reis. Também questiono a real necessidade de expandir o programa nuclear brasileiro.
O fato é que a opção nuclear como forma de gerar energia em grande escala começa a ser descartada por vários países, como a China, a Alemanha e a França.
Acredito que toda grande crise gera, na sua esteira, um manancial de grandes oportunidades. Uma delas é a ampliação das pesquisas de geração de energia alternativa, como a eólica, solar, e a ampliação do uso do etanol e dos biocombustíveis.
Sabemos que esse é um processo demorado. Mas cada vez mais os grandes acidentes com plataformas de petróleo e usinas nucleares mostram que temos que encontrar outros caminhos, e que as fontes poluidoras de energia devem ser substituídas gradativamente.
Neste aspecto, concordo com a política energética brasileira, que optou pela ampliação de sua matriz hidrelétrica, responsável por mais de 85% da energia que consumimos. Sei que há muitos questionamentos ambientais em torno da geração hidrelétrica, mas temos que refletir seriamente em torno das opções comparativas que existem no mundo.
Discordo é com o descaso para com os direitos trabalhistas em defesa de um processo de desenvolvimento econômico a qualquer preço. Temos visto conflitos entre empregados e empreiteiras nos canteiros de obras das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, divulgadas pelo Governo como as principais obras do PAC.
A violência dos conflitos criou uma séria instabilidade na região. As empresas responsáveis estão tratando da questão de maneira imprópria sob a luz da legislação trabalhista. Os sindicatos envolvidos nos conflitos não se entendem. O Governo, estranhamente, não se manifestou oficialmente sobre este quadro de extrema degradação das relações de trabalho que ocorre numa obra de sua responsabilidade.

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